segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Uh, medo medo medo:P (Feliz Samhein)

Ora, antes de sair por aí para assombrar a cidade, espalhar o terror pela vizinhança e traumatizar todas as criancinhas que tiverem coragem de pôr o nariz fora de casa numa noite tão fantasmagórica como esta, deixo aqui breves notas sobre este 31 de Outubro, tão mítico no calendário mundial desde os nossos ancestrais...

Tudo começa no século V a.C., quando na Irlanda Céltica se comemorava oficialmente o fim do ano no dia 31 de Outubro, coincidindo com o final do Verão, num feriado denominado Samhain. Várias lendas defendiam que naquele exacto dia, os espíritos desencarnados de todos os defuntos do ano retornavam ao mundo dos vivos em busca de corpos para possuírem no ano seguinte... Acreditava-se que essa era a única esperança depois da morte. Mas muito bem que todos queriam ver os mortos felizes (lol) mas ninguém estava disposto a ceder o seu adorado corpinho a nenhum deles. Desta forma, era necessário arranjar uma estratégia infalível contra este flagelo que era a breve noite em que todas as leis de tempo e espaço eram suspensas, permitindo aos espíritos um inter-relacionamento com os vivos (não muito benéfico para estes últimos, como já deu para perceber:P). E que resolução era tomada? Na noite de 31 de Outubro, todos os esforços para tornarem as respectivas casas desagradáveis eram tomados: as lareiras eram apagadas, a escuridão e o frio reinavam, as roupas usadas eram literalmente fantasmagóricas, e realizavam-se desfiles barulhentos e tão destrutivos quanto possível... Desta forma, esperavam afastar os espíritos impróprios.

Já durante a era Romana, estas práticas celtas eram adoptadas como se tivessem tido origem na sua própria cultura, apesar de, com o decorrer do tempo, passar a praticar-se este tipo de cerimónia mais como um costume do que por crença.

Quando á palavra Halloween, tem origem na Igreja Católica, na contracção da expressão "All Hallows Eve" (Véspera do Dia de Todos os Santos). O costume do Halloween vem também acompanhado de conceitos como a abóbora iluminada, ou o tradicional "Doçura ou Travessura" (pensei em escrever em Inglês, porque em português fica estranho...fica com um ar meio abrasileirado, e para isso já chega o Alberts, as novelas e as músicas da treta, mas há que defender a nossa língua!). De qualquer maneira, o contexto histórico desdes últimos costumes mencionados ficam para o ano, porque se desenvolvo tudo hoje, nunca mais poderei falar no Dia das Bruxas, e não queremos isso né? (Nem queremos um post de Kms, como é habitual, pelo que me fico por aqui...)

Divirtam-se, assustem-se, amedrontem-se, que elas andeeeeeeeeem aí....Abóboras, gatos pretos, velas negras, vassouras, verrugas no nariz, botas de fivela, chapéus pontiagudos, feitiços... Uh medo medo medo!!!;);)

13 DARKo kisses da DARKo girl nesta DDDDDARKKKKKKK night...

P.S: One, two, Freddy's coming four you...:P

sábado, 8 de outubro de 2005

Regresso às aulas (antes fosse só no continente:S)

Boa noite caros bloguistas.

Sim, como devem (ou deveriam) ter reparado, há muito que nenhum texto monótono e intragável é aqui postado por mim, pelo que estive a reflectir, e achei por bem transformar esse facto consumado numa mentira irrefutável, e por isso aqui vai...

É verdade: recomeçaram as aulas. Para trás ficam os dias a olhar para as paredes (e numa reviravolta louca de comportamento trocar as paredes pelo tecto...) e voltamos a pensar em passear os livros pelas ruas das diversas cidades onde a malta estuda (ou finge que estuda!). E pronto, vida académica custa, mas vale a pena.

Prometi a mim mesma que iria ser um post pequeno, apenas para marcar o regresso às aulas e as saudades das férias (venham as próximas...), por isso fico-me por aqui.

Darko kisses*********

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Semanita de arromba na Figueira (e brevemente mais um perigo nas estradas de Portugal)

Boa noite bloguistas do meu coração (sim, o "caros bloguistas" já começava a enjoar...)

Começo por atenuar toda e qualquer preocupação da vossa parte ao lerem a parte final do título deste post... Nada de grave (ou pelo menos MUITO grave, digo eu!) está para acontecer nas nossas estradas, fora o facto de eu ter passado hoje no exame de código, e brevemente andar aí por essas vias sinuosas a ter aulas de condução e, a médio prazo, conduzir já com carta na mão (é para vermos em que estado está o nosso país, quando deixam conduzir uma desnaturada como eu que anda p'rai toda divertida nos carros de choque e se espeta desalmadamente contra as barreiras nos karts). Dou com isto encerrada a segunda parte do título, e passo vertiginosamente para a primeira.

Ora, as belas férias na Figueira. O programa foi complexo: os nossos planos passaram por ir para uma casa no Algarve, ir acampar para o Alentejo, Leiria ou outra praiucha da zona, acampar na Figueira, ir para uma casa em Aveiro... Enfim! Eis que a fusão destas últimas se deu, e fomos para a casa da nossa estimada colaboradora Rita na bela da Figueira da Foz. Não foi a nossa primeira experiência em conjunto por estas paragens, e lá partimos nós todos contentes, eu, a Rita e o namorado Pedro, Lua e o namorado André. Bom, para os leitores mais atentos, sim, eu basicamente fui como vela. Mas lá nada disso se verificou, éramos sim um grupo de 5 amigos que queriam passar umas férias porreiras.

Muitas recordações ficam e vou registar aqui algumas delas:

-Parque de estacionamento onde era proibido caravanismo, mas nunca com menos de 5 caravanas
-Arroz doce da lua, lá com umas escritas maradas a canela que já nem me lembro com precisão o que eram...
-Sabor azul na Emanha
-Maria Albertina, Have a Cigar, Welcome to the machine e Wish you were here (Pedro no seu melhor...:P)
-Bar mexicano, com o seu delicioso Acapulco e outras bebidas intragáveis...
-Filas intermináveis para os hamburgers do Cocktail, e o belo copo do batido de morango (no comments:P)
-Cinema sem sessão da meia-noite às terças e quartas
-a bela disco Vinyl, que estava ao rubro (se lá estavam 12 pessoas, era mt!)
-A taxista que nos deu boleia, e numa das vezes nos deixou pendurados porque "fui à praça e passou-me!", e adorava "dar beijinhos" aos carros da frente.
-a bolacha americana, "p'ro primo e p'ra mana, ó Ana! Se não tem dinheiro paga p'ra semana..."
-o João Pedro Pais que supostamente estava a actuar num bar qualquer, mas ninguém o chegou a ver
-a caneta que dava choque...
-as toalhas na cabeça e os braços esticado numa tentativa (falhada, claro...) de me assustarem devido às parecenças com a Samara
-a debate acesso acerca da escolha de um gel de banho ("o meu tem vitaminas" "mas não tem proteínas" "o teu não foi testado dermatologicamente" "mas tem aveia!!")
-a Magui ter ido ter connosco no fim de semana, e ter trazido ainda mais animação à coisa.
-a rádio ABC, "ao fim de semana até a barraca abana!!"
-"aperta aperta com ela..."
-as máquinas MB quase sempre sem dinheiro.
-Almoço na "Metinha III" com os belos enterros do André
-as infinitas fotos artísticas ao pôr-do-sol, ao farol, à areia, ás ondas, ás gaivotas, ......................................
-Maria Seixela aluga barracas.
-a água sempre gelada, e o sol que teimava em esconder-se...
-a Escrava Isaura, que ficou com a fama mas não com o proveito (não lavei a louça assim tantas vezes!)
-a Natashaaaaaaaaaa!!! (a nossa jeitosa de leste:P)
-Sergay...(não se se é exactamente assim que se escreve, mas parece-me apropriado:))
-Pamela (dispensam-se explicações, right?) e Mitch ("te te te te teeeeee some people stand in the darkness (..)!!", os nossos salvadores preferidos...
-Pamelita, a minha companheira;)

E tantas outras coisas que agora não me lembro... Foi muito muito porreiro, e foi óptimo passarmos assim um tempinho de qualidade juntos, já que em tempo de aulas isso não tem tantas probabilidades de acontecer.

Deixou saudades:)

Darko kisses*********

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

A indústria dos incêndios

Já estava para escrever sobre os incêndios que têm sido uma constante no nosso país há já algum tempo. Ontem tive uma conversa com uma amiga da Sertã (que como sabem é das zonas com fogos ainda activos) e o desabafo dela dá revolta.
Recebi um email sobre o tema e optei por deixá-lo aqui em vez de escrever algo meu (q concerteza n seria tão completo):

"A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação


Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se
especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios. Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo. "


José Gomes Ferreira

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

U2: O concerto do ano... Uma noite simplesmente mágica!


Boa noite caros bloguistas...

Ainda hesitei em registar aqui alguma coisa sobre o concerto mais perfeito a que assisti, monumental, no mínimo! No entanto, como poderia eu deixar passar em claro essa, que foi uma das melhores noites da minha vida? Estive a escrever um post (estilo testamento) para um blog da concorrência, e por isso aqui o post vai ser curtinho. Se quiserem saber todos os detalhes (ou pelo menos aqueles que eu não consegui omitir e ficarão para sempre na minha memória) visitem:

http://ecosmudos.blogspot.com

Post: "Palavras não chegam: U2, o concerto dos concertos (para fãs, admiradores, simpatizantes, ou mesmo pessoas indiferentes à sua música...)"

Bom, acho que lá diz o essencial, mas se não estiverem para carregar ali no link acima e saber de tudo o que vivi e senti, basta saberem que foi algo de mágico, com momentos únicos que arrebataram a nossa essência humana. Tudo aconteceu entre pessoas de todos os tipos: saltámos, chorámos, cantámos, gritámos, vivemos um profundo leque das mais variadas emoções, sempre com a certeza de que aquilo era surreal, uma espécie de sonho que as 52.000 pessoas presentes estavam a viver, e acabaria dentro de pouco tempo, mas deixando uma enorme marca em nós...

Quando finalmente acabou, não queríamos acreditar que algo tão perfeito tivesse um fim... Mas acabou, apesar de todos irmos com a nossa bagagem de boas experiência um pouquinho mais cheia, mais artilhada de algo profundo que ainda agora não consigo exprimir, tal é a sua complexidade.

Faço minhas as palavras de Rita Guerreiro do "Blitz": "(...)de qualquer lugar da relva o palco parecia perto, muito perto. Quem nunca tinha visto U2 e esperava um espectáculo grandioso a decorrer lá ao fundo, pôde esquecer rapidamente a ideia. Desde o momento em que a banda entrou no palco para saudar a multidão, antes de Vertigo, ficou claro que este seria um concerto próximo, de uma banda que até pode ser a maior do mundo, mas que por uma noite é acessível, acolhedora, nossa. E foi precisamente essa sensação intimista que fez com que todas as pessoas (...) se entregassem de corpo e alma a canções como "Elevation", no caso do corpo, ou "One", em que mais do que acender isqueiros era preciso sentir cá dentro. Há muito que não se via num concerto tamanha sensação de pertença, em que todos os braços balançavam, todas as vozes se erguiam, criando um manto aconchegante. (...) Só os U2 nos fazem sentir tão especiais quanto os outros. Já sabíamos que ia ser assim, mas nunca pensámos que nos tocasse tanto. É que os U2 acreditam mesmo. E todos nós - "sisters, brothers" feitos um só em coros arrepiantes e espontâneos como o de "40" na despedida, acreditámos com eles!"

Li este artigo depois de escrever o post do ecos mudos, e foi o que me faltou dizer.

Darko kisses********

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

Ideologia fascista em Portugal

Deu ontem o filme América proibida ou “American History x” na rtp1, (http://www.imdb.com/title/tt0120586/) .Trata-se de um filme que retracta o ressurgimento de ideologias fascistas, nos jovens, devido ao ódio enraizado contra a dita igualdade dada às pessoas de raça negra .Gostaria de colocar aqui a seguinte questão...Será que é só na América que se verifica este ressurgimento? Ou melhor não existirá tb em Portugal esse mesmo? Quanto à América ninguém pode por para trás documentários como “Bowling for Columbine” e “Fahrenheit 9/11” de Michael Moore que retracta, não directamente o tema do racismo, mas temas como a venda de armas sem grandes burocracias, o porte de armas por jovens (triste história de Columbine), a história violenta da América, o tema da guerra do Iraque entre outros. (Para quem ainda não viu o filme os dois primeiros aspectos estão implícitos nele.)Todos já ouviram falar numa manifestação recente que sucedeu no martim moniz, em Lisboa, organizado pelo Partido Nacional Renovador que não é mais do que uma manifestação nacionalista num dos locais com mais população de raça negra de Lisboa. Não suscita algum interesse? Pois qual foi a sua intenção? Sabemos agora que este partido que aumenta cada vez mais o seu número de filiados em Portugal criou a Juventude Nacionalista. Aconselho a todos que leiam este artigo para ficarem com uma ideia mais clara do que pretende no fundo este mesmo partido(http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=560207&div_id=291). Estamos num regime democrático, liberal, é verdade. Mas será que grupos que perfilham estes ideais patrióticos, nacionalistas, salazaristas(...) são autorizados a formar partidos? A verdade é que não. E é fácil comprovar isso citando o artigo nº 8 da Lei dos Partidos Políticos,
Salvaguarda da ordem constitucional democrática: Não são consentidos partidos políticos armados nem de tipo militar, militarizados ou paramilitares, nem partidos racistas ou que perfilhem a ideologia fascista. (http://www.parlamento.pt/const_leg/leipartidpol/partidpol.html).Como o próprio líder do partido afirmou, José Pinto Coelho,: “pugna pela união de várias tendências nacionalistas, entre identitários, salazaristas, nacionais-sindicalistas, monárquicos, ex-combatentes.” Caros amigos gostaria de saber a vossa opinião. * * *

sábado, 13 de agosto de 2005

Triste...desiludida...enfim perdida!

oiii a todos!sinto me um pouco embaraçada!trata se de o meu primeiro post!!momento que vai perdurar na mnha memória!queria agradecer a essa grande senhora dos blogs...essa grande Ana que me deu esta grande oportunidade!!e como hoje, dia 13, decidi ficar por casa sem fazer nada...pronto ok... fui obrigada a ficar em casa,(é triste é...tudo na praia a trabalhar para o bronze e eu aqui a prejudicar a mnha visão...enfim) aqui estou eu à beira computador plantada com o livro de código aos pulinhos na mnha direcção...as suas páginas vão abrindo...lentamente...agora mais rapido...rapido....rapidooo...ai será que estoua ficar maluca?nem em férias ha descanso!!!depois de uns anitos de grande esforço o que dizem os queridos papás?temos a nossa recompensa, a nossa independencia, o nosso trabalho, a nossa casa, a nossa vida!!MaraBilha!e pronto construiremos mais rapidamente a nossa infelicidade...digo isto porque me custa pensar no que virá a seguir a esta tormento todo, dpois de horas afio diante de códigos, de leis, de constituições,etc. Nem sei que dizer..posso dizer..Espero que todo o esforço nao seja em vão!para quê?não vale a pena...o mundo é, e sempre será injusto!!!!Por mais que seja justa a mnha intenção..o mundo não vai mudar porque eu pratico a justiça!!!Não vale a pena ilusões...estas vão alimentar as minhas falsas esperanças..fomentar a minha destruição interior!!De que me vale todo este esforço?Tenho aliados?pessoas que pensam como eu?Claro que tenho!Será que essas pessoas vao ajudar?Vao contribuir?Vao permanecer imunes a todas as influências exteriores?É essa a mnha última esperança...Então para que andamos a tirar estes ditos cursos?humm é uma questão de subir na vida dizem os gananciosos...de ter dinheiro dizem os pobres...de fazer algo pelos que mais precisam dizem os comunistas...em que ficamos?Pensamos nós...os comunistas, esses sim lutam por nos..humm claro de santos ta o inferno xeio...pronto e penso que para já chega..queria tudo menos que o meu primeiro post falasse de política...é inevitável!!!Tudo vai na sua direcção!Ela está em todo o lado!Tudo anda mal, tudo é culpa dos políticos... e os cidadãos eleitores parados a ver?ahhh mas que bela atitude:D Não!Não vou voltar ao mesmo assunto.hehe *******

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Isto era pra ser um comentario mas cm ficou mto grand e ja' n postava algum tempo decidi fazer disto um post.

so' kero deixar aki uma correcçao:isso dos d'zrt n tarem em nenhum festival e' mentira... pq eu tive no sudoeste e e' verdd q houve kem levasse discman e colunas e pusesse o hit dos d'zrt a tocar, chegando mm a fazer mosh no refrao 8-)sei q n figuraram no cartaz mas a sua presença pairava no ar e la' esta' isso so' vem comprovar q os rapazes realmente formam uma grand banda d culto, pois so' essas grands bandas e' q conseguem tar presentes em espirito...ahh.. e ja' agora, xpero bem q os u2 tokem plo menos no encore "o hit dos d'zrt" pq sn axo q podem sair do estadio corridos a assobios ou levar c algumas pulseiras na cara, pq estas betas n sao pra brincar...humm, axo melhor avisar o bono..bem vou agora mandar um mail, s calhar e' melhor ligar pra ele pra o avisar do perigo q corre e aproveito e mando lhe a musica pro gmail ou entao mando plo msn s ele aparecer por aki entretanto... pod ser q ainda consigam ensaiar a tempo.. xpero bem q sim.. pq sn bem q pode ser o fim da banda.. s bem q tb n m importava mto..simplesmente faço isso pq o bono te' e' um gajo porreiro e pode ser q s pro ano vierem ao rock in rio ele m pague umas cervejas..:P
Abraços deste senhor q a "dona" dest blog mto tera' q agradecer por ter salvo uma das suas bandas preferidas!8-)

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Morangos com chantilly e adoçante (toda a gente vê, mas eu não!)

Boa noite caros bloguistas... Começo com alguma apreensão este post. A inquietação paira no ar!...

Então em plena época de festivais, não percebo como é que os D'zrt não compareceram a nenhum, e penso que se perdeu um pouco com a ausência da banda revelação do momento... Assim só lá estiveram pessoas que gostam de boa música. Então e as pitas de 12 e 13 anos que andam por aí a aclamar aos sete ventos "Para mim tanto me faz (...) blá blá blá (...) coisas boas ou coisas más", essas, sim!! Também poderiam ter ido se a presença da fantástica banda se tivesse verificado... Ao que parece, e segundo fontes seguras, eles estavam demasiado ocupados a tentar decidir se no dia 14 de Agosto iriam abrir o concerto de U2, ou gravar mais um fantabulástico episódio de Morangos com Chantilly, também conhecido como Morangos Adocicados, a série de eleição de BILIÕES de jovens (portugueses) de todo o mundo e que conta com jovens actores que em muito engrandecem a capacidade de representação em Portugal! Eu não acompanho a novela, e já fui até ameaçada de expulsão entre o meu grupo de amigos: ou começava a ver a dita série, ou poderia começar a procurar outras pessoas para saír. No entanto, o ultimato não passou disso mesmo e até à data tal sugestão não se repetiu. Mas presumo que seja uma mais valia para o nosso país, ter a passar na televisão diálogos extremamente educativos como:

"Eh pá, amiga! Nem sabes!! Engordei imenso!"
"Oh querida... Não stresses... Quase nem se nota!"
"Não se nota, não se nota... A balança não engana! Estou com 23,5 gramas a mais!"
"NNNNNÃÃÂO posso! Mesmo?? É que não parece nada! Pareces-me igualzinha!"
"É verdade... Logo agora que o Vitelino começava a gostar de mim!"
"Oh, Tens sempre o Guilhermino! Ele ama-te pelo que tu és, não pela forma como o biquini te assenta!"
"Biquini?? Nunca mais vou usar biquini! Acho que nem nunca mais vou à praia! Se calhar o melhor mesmo é nunca mais saír de casa!"
"Oh amiga... Se achas que é o melhor para ti... Bom, de qualquer forma vem ali a Leopoldina... É a miúda mais nojenta que conheço!"
(...)
"Olá, Leopoldina, amigona! Como vais, querida? És tão in, tão cool, tão fashion! Adoro-te! És a minha melhor amiga!"
"Oh, tão fofa Teobalda! Eu também te curto bués chavala! 'Tás aqui! Só é pena seres beta...Porque eu sou dread!!"

(conversa entre 2 boazonas betas, para depois chegar uma terceira, por sua vez dread. É provável que esta cena acabe em porrada, ou então que páre num intervalo de cerca de 47 minutos, para no fim de tanta espera darem os créditos finais, e deixar a juventude a salivar pelo próximo episódio...)

Sinceramente não sei se estou a ser correcta nesta minha interpretação, mas também não estou muito interessada em verificar a veracidade das minhas declarações. É uma sociedade livre... Mas já agora, amantes dos morangos, expliquem-me por favor o que vêm naquilo. Tentem-me converter, por favor, também quero caír nas teias de uma novela, quero esperar ansiosamente pelo próximo episódio, quero prever quem vai morrer, quem vai casar com quem, quem vai traír quem... Tenho saudades desses tempos em que acompanhava uma história (decentes)... Acho que a última vez foi na SIC, com "Mulheres da Areia"... Isto em termos de novelas, porque se formos falar nas séries da FOX já é outra história, e já daria para outro post. Por isso, fico por aqui... Tenho dito...

Darko kisses***********

domingo, 24 de julho de 2005

Garden State (e outros, mas pronto...)


Ora, em altura em que as férias são mesmo assumidas e são precisos aqueles dois/três dias para pôr o descanso em dia, decidi ir ao videoclub abastecer-me e passar o dia de ontem e hoje a actualizar-me nas novidades que fui perdendo ao longo destas semanas de estudo intenso...

Aluguei um belo filmezinho da tanga que já nem do nome me lembro ( e mesmo que lembrasse provavelmente iria tr vergonha de admitir aqui em pleno blog que tinha visto), "Open Water", "Garden State" e "Closer". Vou aproveitar para falar um bocadito daquele que mais me marcou (até escrevia sobre todos - todos menos o tal degradante que nem o nome me lembro, porque a única coisa que poderia escrever sobre esse seria "arrependi-me profundamente do dinheiro que dei por aquilo") mas a hora de ir para a caminha aproxima-se, e o sono já aperta.

Então: Garden State... Andrew Largeman é um jovem adulto que abandonou a sua cidade natal aos 16, por conselho do pai (psiquiatra) que considerava o seu desenvolvimento incorrecto num meio que lhe causara tanta mágoa e trauma. Em Los Angeles conseguiu espreitar o mundo da televisão (interpretando quase sempre personagens de deficiente mental) e arranjava empregos temporários que não o satisfaziam minimamente enquanto sonhador frustrado. Recusava-se a atender os telefonemas do pai, até ao dia em que recebeu a notícia da morte da mãe (era paraplégica, e tinha-se afogado num acidente durante o banho). É a ocasião ideal para Largeman voltar às suas origens e enfrentar fantasmas do passado...

Não chora há anos, e nem no funeral da mãe consegue verter uma lágrima sequer... Ali encontra amigos antigos (que trabalham como coveiros no cemitério judeu) que o convidam para uma festa que decorrerá nessa noite. Andrew aparece, mas apenas para se aperceber como a vida o deslocou do comportamento louco dos adolescentes seus amigos. No entanto, ninguém o põe de parte, e apenas o espectador e o próprio Andrew notam que aquele não é realmente o seu mundo, apesar de ele tentar ao máximo divertir-se lá.

Andrew tenta conversar calmamente com o pai, enta enquadrar-se na sua terra, mas o facto de ter vindo sem os seus inseparáveis medicamentos para o pânico e depressão, começa a atormentá-lo cada vez mais, e as dores de cabeça persistentes fazem-no consultar o médico local. Na sala de espera para a consulta, conhece Sam, uma jovem alegre, simples e com um coração grande que o enche de perguntas joviais que aborrecem um pouco o rapaz. No entanto, algo na rapariga capta a sua atenção e, mais tarde, quando a volta a encontrar, repara que a sua espontaneidade o hipnotiza. No entanto, Sam também é uma pessoa complexa, que não hesita em lançar algumas pequenas mentiras (para algum tempo depois não aguentar e admitir que mentiu), uma rapariga talentosa que viu várias oportunidades escaparem devido à sua epilepsia. Ambos partilham histórias do passado que vão abrindo cada vez mais o véu sobre cada uma das personagens, e logicamente o amor entre elas vai surgindo. Mas Andrew estava apenas na cidade para se encontrar a si próprio, á família, à própria vida e ao perdão que necessitava do seu pai e de si mesmo. Quando conseguiu perdoar-se a si próprio, achou que era altura de partir para a vida que deixara momentaneamente em Los Angeles.

Mas Sam não compreendia por que tinha ele que partir... Por que razão tinham que pôr um ponto final numa relação tão pura e genuína. No entanto, Andrew explicou que não era um ponto final, mas sim uma elipse. Ora bem, neste ponto fiquei um bocado a pensar naquilo... Uma elipse... O que quer que isso queira dizer, é bonito: uma elipse em vez de um ponto final... Quem ache o contrário é insensível ( e eu não sou insensível, não sou não!!:P). E se querem descobrir como acaba, vejam o filme. Mas é previsível, não é?

É um filme um pouco fora do nomal, ao jeito de "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" (bem...não tão estranho assim!) mas que na minha opinião vale a pena:)

E pronto, é assim, mais uma vez Natalie Portman a surpreender:) E eu vou-vos surpreender agora, também: bye, até à próxima (sim, vou acabar o post porque: tenho dito!)

Darko kisses****:)