segunda-feira, 24 de julho de 2006

Still Kisses With Saliva (Broken Heart)

Boa noite caros bloguistas.

Ultimamente tem sido mais raro escrever, umas vezes porque tenho que estudar, outras porque não tenho que estudar e o meu cérebro entra em sleep mode e não consigo fazer nada com decência. Ora, não quero que, com isto, fiquem com esperança que este post seja fantástico (ou simplesmente decente...) porque eu não estou em condições de prometer nada.

Apeteceu-me escrever, e inicialmente não tinha tema nem propósito. Neste preciso momento, depois da preciosa ajuda de um colaborador indirecto importante deste blog, já tenho algo parecido com um propósito ( e um pseudo-tema).

Quero lançar um apoio escrito, um apelo e uma pergunta. O apoio, vai para todos os broken hearts deste país (também enviaria apoio além-fronteiras, mas este blog não é assim tão potente...por enquanto:P). Escrevo "apenas" apoio, porque quero mesmo usar a verdadeira essência da palavra. Nada de conselhos para ultrapassarem o momento, nada de proibições quanto aos caminhos a seguir para tentar que o sofrimento passe (por exemplo, não quero desaconselhar bebedeiras para esquecer e afins...), nada de nada... Para além de, claro, o tal apoio. Ah, e da garantia de que tudo vai melhorar (se este apoio não for suficiente, sabem como me contactar... mais palavras sairão;))

O apelo, por sua vez, dirige-se aos responsáveis por estes corações partidos, juntamente com a pergunta: porquê? Vale a pena pensar nisso... Eu até desenvolvia mais esta parte, mas na verdade o caso que me inspirou nem é profundamente conhecido por mim, pelo que fica assim meio abstracto.

Ora bem, vou ter que acabar isto rapidinho, porque já há quem se esteja a queixar que tem que ir dormir e tal... Por isso assim me fico.

P.S.: Vivam as férias (finalmente!!!)
PPS: Como era de prever, o post ficou uma treta... Mas valeu a intenção e o esforço de trabalhar com o tema que me arranjaram:P "Broken hearts" realmente não foi assim muito...colorido!:S)

Darko kisses 4 everyone***
(Beijinho especial para quem precisa...sim, Peeping?:))

sábado, 24 de junho de 2006

S. João, S. João, S. João, dá cá um balão para eu brincar:P

Cheguei agora a Viseu, depois de uma fantástica viagem de autocarro com o ar condicionado a fazer-me espirrar de 5 em 5 minutos (não, isto não é a continuação do último post:P). Podem achar que é uma atitude de certa forma egocêntrica, mas não poderei deixar de anotar aqui o meu dia de anos, não propriamente por ser o meu dia de anos, mas sim por ser dia 24 de Junho, dia de S. João (esse fantástico padroeiro de não sei onde que me rouba a malta do Porto, Braga -e não só- das festas de anos:P). Estou a brincar, quem se preocupa com o facto de ser dia 24?! É MESMO por ser o meu dia de anos...:P

Gostaria de agradecer publicamente a todas as pessoas que estiveram comigo ontem e todas aquelas que gostariam de ter estado mas não puderam (e realmente não há melhor local, porque este blog é mesmo muito lido:P) o facto de me terem proporcionado uma entrada no dia 24 como não poderia haver melhor. Adoro-vos amiguinhos, e obrigada por tudo... Está lamechas, eu sei, mas tenho que dizer as verdades e despachar o post porque (não vou negar...) tenho mais coisinhas bonitas para fazer:)

Darko kisses, com muitas sardinhas, manjericos, marteladas na cabeça, arraiais, bailaricos e...parabéns para mim!:P

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sexta-feira, 12 de maio de 2006

Desculpem, desculpem, desculpem (e uma viagem de autocarro:P)

Ora, não querendo traumatizar-me a mim própria, mas sendo-me impossível prosseguir com a escrita sem antes me recriminar por o último post ter sido no Halloween (ai!) aqui vão os meus tímidos, culpados e sinceros pedidos de desculpa a todos os numerosos leitores deste blog, que durante meses aqui vieram e, com persistência, permaneceram com a esperança de ver um novo post e.... nada! (Dream on:P). Assim, estando as culpas distribuídas por mim a mim, aqui vai o post:

Boa noite!

Sim, é verdade, estou de volta. Ora, num momento de introspecção que hoje vivi e que eu considero ter-me alimentado a alma de esperança até à próxima semana (que é quando certamente vou presencear algo tão profundo outra vez), pensei em vocês, e em partilhar essa fenomenal sensação que é fazer a viagem Covilhã-Viseu de autocarro.

Ora, quem já esteve na Central de Camionagem da Covilhã sabe do que falo... Um simpático edifício em tons branco e vermelho (logo aí as coisas começam, de certa forma, a azedar um pouquinho) ergue-se na rua imediatamente ao lado do meu prédio. Nada custa pegar na mala, ir até à bilheteira e encontrar três simpáticas senhoras, sempre (ou quase sempre) a discutirem, atarefadíssimas, questões da sua vida familiar (e das alheias), escândalos sociais que, semanalmente, assaltam as revistas cor-de-rosa e, de vez em quando, assuntos relacionados com a Rede Expressos:).

Depois disto, uma voz masculina anónima (em dois anos, a personagem emissora permanece um mito) anuncia com uma expressividade que me fascina: "Está estacionado no cais nº 6 o autocarro com destino a Braga. Com paragem em Ginjal (????), Guarda, Celorico, Viseu (...)" e continua, mas como a minha paragem é Viseu, nem ouço o resto, e fico, sim, na fila para guardar a minha mala. Nova fila para entrar no autocarro e, finalmente, arranjo um confortável lugar, numa macia cadeira, com um amplo espaço para colocar as pernas à vontade (lol). A tv desligada e a música ambiente costumam ser o bónus final para uma viagem perfeita (uma rádio mal sintonizada sabe sempre bem ouvir).

E é aqui que tudo começa... Localizo-me temporalmente e sei que nas duas horas (e qualquer coisinha) seguintes, terei que arranjar ali uma boa forma de passar o tempo, sabendo que de carro apenas uma hora (e também qualquer coisinha, se for eu a conduzir:P) chegava!!

Ouvir as nossas músicas com um leitor de mp3, ler um livrinho (a mim causa-me enjoos...chamem-me estranha!), conversar com a pessoa do lado, ou ir observando as bucólicas paisagens são maneiras legítimas e divertidíssimas de passar o tempo. Mas hoje fiz algo diferente: não fiz nada! E o tempo foi passando, lentamente, comigo preocupada do primeiro ao último minuto...Hão-de reparar! Talvez seja impressão minha, mas os condutores dos autocarros ultimamente andam cheios de pressa..e convenhamos que as "carripanochas" - como já lhes ouvi chamar- do tempo dos nossos trisavós em que nos transportam não são do melhor, pelo menos para velocidade superiores a 60 kms/h...ehehe).

(É este intenso e prolongado momento de medo e nervosismo que gostaria que apreendessem para apreciarem o resto do texto na sua plenitude:P)

Quando finalmente cheguei, alegrei-me por estar viva... E quando entrei no carro do meu pai para fazer a curta viagem Central-Casa, senti-me verdadeiramente feliz e apreciadora da vida. Aqueles cinco minutinhos de condução segura, com um carro sem oscilações da esquerda para a direita qual pêndulo cheio de energia deram-me outra cara, outro sorriso, outro brilho no olhar.

E é por isso que eu aconselho a todos os que queiram dar um pouco de cor à sua vida ou valorizar mais tudo aquilo que consideram banal: façam o trajecto Covilhã-Viseu de autocarro. Se quiserem fazer um Guarda-Braga, ou Castelo Branco- Fafe não deverá ser muito diferente, mas aí as alterações poderão surgir, e eu já não posso garantir que a experiência seja tão completa quanto a minha...

Sem mais nada a acrescentar ao tema, apesar de considerar que as viagens de autocarro são uma temática pertinente que merece, inquestionavelmente, ser debatida, despeço-me. Resta-me só dizer que estou radiante por ainda estar viva, e que agradeço ao motorista esta "viagem espiritual" (sem Nicholas Sparks) de hoje...

Darko kisses**** (É verdade, finalmente vi o Donnie Director's Cut:D...Achei que iam gostar de saber:P)*****

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Uh, medo medo medo:P (Feliz Samhein)

Ora, antes de sair por aí para assombrar a cidade, espalhar o terror pela vizinhança e traumatizar todas as criancinhas que tiverem coragem de pôr o nariz fora de casa numa noite tão fantasmagórica como esta, deixo aqui breves notas sobre este 31 de Outubro, tão mítico no calendário mundial desde os nossos ancestrais...

Tudo começa no século V a.C., quando na Irlanda Céltica se comemorava oficialmente o fim do ano no dia 31 de Outubro, coincidindo com o final do Verão, num feriado denominado Samhain. Várias lendas defendiam que naquele exacto dia, os espíritos desencarnados de todos os defuntos do ano retornavam ao mundo dos vivos em busca de corpos para possuírem no ano seguinte... Acreditava-se que essa era a única esperança depois da morte. Mas muito bem que todos queriam ver os mortos felizes (lol) mas ninguém estava disposto a ceder o seu adorado corpinho a nenhum deles. Desta forma, era necessário arranjar uma estratégia infalível contra este flagelo que era a breve noite em que todas as leis de tempo e espaço eram suspensas, permitindo aos espíritos um inter-relacionamento com os vivos (não muito benéfico para estes últimos, como já deu para perceber:P). E que resolução era tomada? Na noite de 31 de Outubro, todos os esforços para tornarem as respectivas casas desagradáveis eram tomados: as lareiras eram apagadas, a escuridão e o frio reinavam, as roupas usadas eram literalmente fantasmagóricas, e realizavam-se desfiles barulhentos e tão destrutivos quanto possível... Desta forma, esperavam afastar os espíritos impróprios.

Já durante a era Romana, estas práticas celtas eram adoptadas como se tivessem tido origem na sua própria cultura, apesar de, com o decorrer do tempo, passar a praticar-se este tipo de cerimónia mais como um costume do que por crença.

Quando á palavra Halloween, tem origem na Igreja Católica, na contracção da expressão "All Hallows Eve" (Véspera do Dia de Todos os Santos). O costume do Halloween vem também acompanhado de conceitos como a abóbora iluminada, ou o tradicional "Doçura ou Travessura" (pensei em escrever em Inglês, porque em português fica estranho...fica com um ar meio abrasileirado, e para isso já chega o Alberts, as novelas e as músicas da treta, mas há que defender a nossa língua!). De qualquer maneira, o contexto histórico desdes últimos costumes mencionados ficam para o ano, porque se desenvolvo tudo hoje, nunca mais poderei falar no Dia das Bruxas, e não queremos isso né? (Nem queremos um post de Kms, como é habitual, pelo que me fico por aqui...)

Divirtam-se, assustem-se, amedrontem-se, que elas andeeeeeeeeem aí....Abóboras, gatos pretos, velas negras, vassouras, verrugas no nariz, botas de fivela, chapéus pontiagudos, feitiços... Uh medo medo medo!!!;);)

13 DARKo kisses da DARKo girl nesta DDDDDARKKKKKKK night...

P.S: One, two, Freddy's coming four you...:P

sábado, 8 de outubro de 2005

Regresso às aulas (antes fosse só no continente:S)

Boa noite caros bloguistas.

Sim, como devem (ou deveriam) ter reparado, há muito que nenhum texto monótono e intragável é aqui postado por mim, pelo que estive a reflectir, e achei por bem transformar esse facto consumado numa mentira irrefutável, e por isso aqui vai...

É verdade: recomeçaram as aulas. Para trás ficam os dias a olhar para as paredes (e numa reviravolta louca de comportamento trocar as paredes pelo tecto...) e voltamos a pensar em passear os livros pelas ruas das diversas cidades onde a malta estuda (ou finge que estuda!). E pronto, vida académica custa, mas vale a pena.

Prometi a mim mesma que iria ser um post pequeno, apenas para marcar o regresso às aulas e as saudades das férias (venham as próximas...), por isso fico-me por aqui.

Darko kisses*********

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Semanita de arromba na Figueira (e brevemente mais um perigo nas estradas de Portugal)

Boa noite bloguistas do meu coração (sim, o "caros bloguistas" já começava a enjoar...)

Começo por atenuar toda e qualquer preocupação da vossa parte ao lerem a parte final do título deste post... Nada de grave (ou pelo menos MUITO grave, digo eu!) está para acontecer nas nossas estradas, fora o facto de eu ter passado hoje no exame de código, e brevemente andar aí por essas vias sinuosas a ter aulas de condução e, a médio prazo, conduzir já com carta na mão (é para vermos em que estado está o nosso país, quando deixam conduzir uma desnaturada como eu que anda p'rai toda divertida nos carros de choque e se espeta desalmadamente contra as barreiras nos karts). Dou com isto encerrada a segunda parte do título, e passo vertiginosamente para a primeira.

Ora, as belas férias na Figueira. O programa foi complexo: os nossos planos passaram por ir para uma casa no Algarve, ir acampar para o Alentejo, Leiria ou outra praiucha da zona, acampar na Figueira, ir para uma casa em Aveiro... Enfim! Eis que a fusão destas últimas se deu, e fomos para a casa da nossa estimada colaboradora Rita na bela da Figueira da Foz. Não foi a nossa primeira experiência em conjunto por estas paragens, e lá partimos nós todos contentes, eu, a Rita e o namorado Pedro, Lua e o namorado André. Bom, para os leitores mais atentos, sim, eu basicamente fui como vela. Mas lá nada disso se verificou, éramos sim um grupo de 5 amigos que queriam passar umas férias porreiras.

Muitas recordações ficam e vou registar aqui algumas delas:

-Parque de estacionamento onde era proibido caravanismo, mas nunca com menos de 5 caravanas
-Arroz doce da lua, lá com umas escritas maradas a canela que já nem me lembro com precisão o que eram...
-Sabor azul na Emanha
-Maria Albertina, Have a Cigar, Welcome to the machine e Wish you were here (Pedro no seu melhor...:P)
-Bar mexicano, com o seu delicioso Acapulco e outras bebidas intragáveis...
-Filas intermináveis para os hamburgers do Cocktail, e o belo copo do batido de morango (no comments:P)
-Cinema sem sessão da meia-noite às terças e quartas
-a bela disco Vinyl, que estava ao rubro (se lá estavam 12 pessoas, era mt!)
-A taxista que nos deu boleia, e numa das vezes nos deixou pendurados porque "fui à praça e passou-me!", e adorava "dar beijinhos" aos carros da frente.
-a bolacha americana, "p'ro primo e p'ra mana, ó Ana! Se não tem dinheiro paga p'ra semana..."
-o João Pedro Pais que supostamente estava a actuar num bar qualquer, mas ninguém o chegou a ver
-a caneta que dava choque...
-as toalhas na cabeça e os braços esticado numa tentativa (falhada, claro...) de me assustarem devido às parecenças com a Samara
-a debate acesso acerca da escolha de um gel de banho ("o meu tem vitaminas" "mas não tem proteínas" "o teu não foi testado dermatologicamente" "mas tem aveia!!")
-a Magui ter ido ter connosco no fim de semana, e ter trazido ainda mais animação à coisa.
-a rádio ABC, "ao fim de semana até a barraca abana!!"
-"aperta aperta com ela..."
-as máquinas MB quase sempre sem dinheiro.
-Almoço na "Metinha III" com os belos enterros do André
-as infinitas fotos artísticas ao pôr-do-sol, ao farol, à areia, ás ondas, ás gaivotas, ......................................
-Maria Seixela aluga barracas.
-a água sempre gelada, e o sol que teimava em esconder-se...
-a Escrava Isaura, que ficou com a fama mas não com o proveito (não lavei a louça assim tantas vezes!)
-a Natashaaaaaaaaaa!!! (a nossa jeitosa de leste:P)
-Sergay...(não se se é exactamente assim que se escreve, mas parece-me apropriado:))
-Pamela (dispensam-se explicações, right?) e Mitch ("te te te te teeeeee some people stand in the darkness (..)!!", os nossos salvadores preferidos...
-Pamelita, a minha companheira;)

E tantas outras coisas que agora não me lembro... Foi muito muito porreiro, e foi óptimo passarmos assim um tempinho de qualidade juntos, já que em tempo de aulas isso não tem tantas probabilidades de acontecer.

Deixou saudades:)

Darko kisses*********

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

A indústria dos incêndios

Já estava para escrever sobre os incêndios que têm sido uma constante no nosso país há já algum tempo. Ontem tive uma conversa com uma amiga da Sertã (que como sabem é das zonas com fogos ainda activos) e o desabafo dela dá revolta.
Recebi um email sobre o tema e optei por deixá-lo aqui em vez de escrever algo meu (q concerteza n seria tão completo):

"A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação


Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se
especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios. Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo. "


José Gomes Ferreira

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

U2: O concerto do ano... Uma noite simplesmente mágica!


Boa noite caros bloguistas...

Ainda hesitei em registar aqui alguma coisa sobre o concerto mais perfeito a que assisti, monumental, no mínimo! No entanto, como poderia eu deixar passar em claro essa, que foi uma das melhores noites da minha vida? Estive a escrever um post (estilo testamento) para um blog da concorrência, e por isso aqui o post vai ser curtinho. Se quiserem saber todos os detalhes (ou pelo menos aqueles que eu não consegui omitir e ficarão para sempre na minha memória) visitem:

http://ecosmudos.blogspot.com

Post: "Palavras não chegam: U2, o concerto dos concertos (para fãs, admiradores, simpatizantes, ou mesmo pessoas indiferentes à sua música...)"

Bom, acho que lá diz o essencial, mas se não estiverem para carregar ali no link acima e saber de tudo o que vivi e senti, basta saberem que foi algo de mágico, com momentos únicos que arrebataram a nossa essência humana. Tudo aconteceu entre pessoas de todos os tipos: saltámos, chorámos, cantámos, gritámos, vivemos um profundo leque das mais variadas emoções, sempre com a certeza de que aquilo era surreal, uma espécie de sonho que as 52.000 pessoas presentes estavam a viver, e acabaria dentro de pouco tempo, mas deixando uma enorme marca em nós...

Quando finalmente acabou, não queríamos acreditar que algo tão perfeito tivesse um fim... Mas acabou, apesar de todos irmos com a nossa bagagem de boas experiência um pouquinho mais cheia, mais artilhada de algo profundo que ainda agora não consigo exprimir, tal é a sua complexidade.

Faço minhas as palavras de Rita Guerreiro do "Blitz": "(...)de qualquer lugar da relva o palco parecia perto, muito perto. Quem nunca tinha visto U2 e esperava um espectáculo grandioso a decorrer lá ao fundo, pôde esquecer rapidamente a ideia. Desde o momento em que a banda entrou no palco para saudar a multidão, antes de Vertigo, ficou claro que este seria um concerto próximo, de uma banda que até pode ser a maior do mundo, mas que por uma noite é acessível, acolhedora, nossa. E foi precisamente essa sensação intimista que fez com que todas as pessoas (...) se entregassem de corpo e alma a canções como "Elevation", no caso do corpo, ou "One", em que mais do que acender isqueiros era preciso sentir cá dentro. Há muito que não se via num concerto tamanha sensação de pertença, em que todos os braços balançavam, todas as vozes se erguiam, criando um manto aconchegante. (...) Só os U2 nos fazem sentir tão especiais quanto os outros. Já sabíamos que ia ser assim, mas nunca pensámos que nos tocasse tanto. É que os U2 acreditam mesmo. E todos nós - "sisters, brothers" feitos um só em coros arrepiantes e espontâneos como o de "40" na despedida, acreditámos com eles!"

Li este artigo depois de escrever o post do ecos mudos, e foi o que me faltou dizer.

Darko kisses********