sábado, 14 de março de 2015

26 semanas de #Leonardo [ou Nunca estive tanto tempo seguido grávida]

Na respectiva altura equivalente da gravidez da Nô, já não havia gravidez para ninguém... Nasceu na madrugada das suas 26 semanas, pelas 4h00.

Hoje são as 26 semanas do Leonardo. Aconteça o que acontecer, é um marco importante.

Hoje é dia de festa no meu coração! :)

26 beijinhos e 26 abraços, apanhem-nos por aí :D



quarta-feira, 11 de março de 2015

Devo ser a única pessoa a ver isto, não? :P


E esta novela começou a acompanhar-me na última licença de maternidade, e com jeitinho ainda durará até esta... Já metade do elenco desapareceu para trabalhos no estrangeiro, ou para vidas no interior do país (e nunca mais ninguém lhes pôs a vista em cima), mas muitas novidades têm surgido também. Na verdade, do elenco original, acho que só se mantém o núcleo principal. E cá vou eu andando a acompanhar estas histórias, já que não tenho muito mais a fazer... [E o Leonardo farta-se de dar saltinhos com a música do genérico, do Luis Represas]

Amanhã há mais...!


sábado, 7 de março de 2015

#Leonardo *

Ser mãe abriu a minha vida a mundos que eu não conhecia e coexistem com o nosso dia-a-dia...

A prematuridade, a perda gestacional, a perda neonatal. Ouvia falar, mas não conhecia. Esta minha forma de entrar no mundo da maternidade também foi tudo menos convencional... Sinto-me mãe, mas a minha filha não está comigo. Por vezes dou por mim a ler partilhas nas redes sociais de outras mães, com temáticas como "Os mandamentos da mãe", ou "Coisas que todas as mães partilham", que descrevem como ser mãe mudou tudo: a casa sempre desarrumada, com brinquedos espalhados por todo o lado, como deixaram de conseguir dormir todas as horas que queriam, como andar com roupas bolsadas até conseguir trocar pode ser fashion... e dói-me um pouco não me poder identificar com nada dessas coisas. Porque me sinto mãe, mas essas definições que se vão lendo por aí e se adaptam à esmagadora maioria das mães, não se aplicam a mim.

Mas quero muito ser um mãe dessas... Quero sentir-me integrada no clube das mães "normais", quero queixar-me de tudo o que se queixam, e quero babar-me com tudo de bom que os rebentos trouxeram à sua vida. 

E tenho neste momento uma nova oportunidade para isso...

O pequenino Leonardo (pequenino nada, que da última vez que foi medido no ecógrafo já contava 570 g...grandalhão!) vive na minha barriga há 25 semanas, e não posso deixar de lhe agradecer todos os pontapés que me dá. Esta noite, mal me deixou dormir também, o que me deixou tão feliz! A barriga ainda há-de crescer mais [espero], mas já me dá cabo das costas, e é tão bom!! A azia não me larga, faz-me mesmo doer o peito, e nenhuma das medicações ou mezinhas que posso fazer ajuda...mas não faz mal! A tensão arterial mantém-se óptima, e fora um ou outro susto (talvez os aborde um destes dias), as coisas têm corrido muito bem.






Todo o amor por este pirralhinho dentro de mim é inexplicável, e já sonho com o momento em que ele chore pela primeira vez, e o coloquem no meu peito. E sim, sempre que imagino esse momento, imagino-me num pranto. Pois vou chorar, ah se vou! Ou não fosse a Adek Maria uma lame-mor (apesar de muitas vezes disfarçar bem).

Vem lá daí, Leonardo! Mas com calminha...estamos preparados para ti cá fora, mas para já queremos-te no quentinho. Lá para Junho, ok?


[PS: E não é que a data prevista do parto, calculada tanto pela data da última menstruação como pela ecografia, é 20 de Junho de 2015. Precisamente 2 aninhos depois da mana nascer. Se quiser dizer algo, espero que seja que tens o melhor Anjo da Guarda do mundo! Um de 441g :) Sortudo, hã, Leonardo?]

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"Interstellar", de Christopher Nolan



"Maybe it means something more - something we can't yet understand. Maybe it's some evidence, some artifact of a higher dimension that we can't consciously perceive. I'm drawn across the universe to someone I haven't seen in a decade who I know is probably dead. Love is the one thing that we're capable of perceiving that transcends dimensions of time and space. Maybe we should trust that, even if we can't understand it."

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

As "memórias" de 2015 :) Feliz Ano Novo! *




Em 2013 apareceu na minha vida uma Estrela Polegarzinha que me ensinou o valor de muitas coisas... entre as quais o valor das memórias, mesmo daquelas que não aconteceram e apenas antecipámos, com muita força, no nosso coração e mente. Os momentos que se guardam para sempre são os que acontecem na nossa realidade, mas também os sonhos, as expectativas e antecipação de coisas boas, que por mais que queiramos (ou o Destino queira), não nos saem da cabeça, mesmo que tentemos. Mas porquê tentar? Sonhar é bom... E se o que sonhamos acontecer, é perfeito. Se não, ninguém jamais nos poderá tirar o que sentimos ao sonhar.

2014 ajudou-me a cimentar estes sonhos, e a aceitar sempre que algum não se concretize.

De 2015, tenho já muitas "memórias" dessas, as da expectativa. E são boas, tão boas!! Estou ansiosa por saber quais delas se vão realizar. E é com esta excitação da antecipação que espero pela meia noite.

Para vocês, um 2015 cheio de sonhos, e de realizações. Vai ser, desde já, muito bom!

Beijinhos, darlings! A nova agenda já está a postos :) Venham as passas, que o champanhe não posso beber :P

domingo, 28 de dezembro de 2014

Quem diria? (com votos de continuação de Boas Festas, já que me baldei aqui aos votos de Feliz Natal)


Big Hero 6. Sessão das 16h, num sábado. 93% de lotação da sala a 10 minutos de começar o filme. Crianças a correr, gritar e guinchar por todo o lado. Um adulto para cada 4 crianças (por aí).

O terror...........

Se só com adultos na sala há sempre alguém que bebe sofregamente uma bebida interminável, alguém com a obsessão de chocalhar freneticamente os pacotes de pipocas antes de tirar uma ou ainda comentadores que não conseguem controlar o volume da sua voz, e só lhes saem coisas parvas, com uma sala cheia de crianças, hmmmmm...mal podia esperar!

Começou o filme, e nada...nem um piu.

A minha perplexidade continuou durante o intervalo, onde crianças voltaram a correr por todo o lado, nos corredores, junto ao ecrã, aos guinchinhos, em brincadeiras que não faziam prever minimamente o seu comportamento durante o filme.

Começou a segunda parte e de novo: nem um piu.

Fiquei fascinada, e acho que agora, no cinema, só filmes de animação, e durante a tarde. Perdi a fé nos adultos que vão ao cinema, e fiquei fã dos cinéfilos mais pequeninos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Hoje escrevo para outra Leonor...

Querida Nonô, que deixaste por cá tantos Aprendizes:

Hoje o teu coraçãozinho achou que chegava. Que não precisavas de mais nada para viver uma vida plena, cumprir as tuas grandes missões, e deixar o mundo muito mais "Côderosa" do que era antes de cá chegares... Todos queríamos que ficasses, mas achaste que não era preciso. Pouco mais de 5 anos, mas conseguiste construir um mundo de princesas, rainhas, castelos, coroas, arco íris e alegria no meio de tantos carochos e bichos maus, que nunca ninguém devia conhecer (quanto mais tu, princesa mais colorida de todas!). Muitos pediam que não desistisses, que não deixasses de lutar como guerreira que és. Não desististe! Foste uma guerreira e vencedora fantástica, que deixou os milhares de pessoas que te acompanharam orgulhosos, espantados com a força de um corpinho tão pequenino! Um que tinha sempre um sorriso, uma canção, uma dança, um brilho especial no olhar. 

Nós não queríamos acreditar que ias partir tão cedo, mas era egoísta da nossa parte querermos-te só para nós; agora tens que ir espalhar os teus pozinhos coloridos e mágicos a outros sítios, porque por cá, em tão pouco tempo, deixaste-nos do teu pó de fada por gerações inteiras.

Uma nova aventura começa para ti. Sem dor, sem preocupação. Mas sabes que por cá, choramos. E os papás? Eles agora vão ficar muito tristes, porque já não te conseguem ver senão nas fotos lindas que por cá deixaste. Mas brevemente vão começar a ver-te com o coração, e continuarás presente para sempre. Com eles. Connosco. A viagem deles a partir de agora também é muito difícil, por isso tens que os ajudar! [Que parvoíce a minha....como se já não estivesses pronta para isso, como Princesa-Guerreira que és!]

Se vires a minha Nô por aí, dá-lhe um abraço. E diz-lhe que falta menos um dia do que ontem para a voltar a ver! :) Mais uma parvoíce...vocês sabem isso!... mas é aquela coisa de não se conseguir estar calado e ter que enviar recadinhos, não é? Nós cá em baixo devemos parecer-vos uns chatos! Ok... se a vires, dá-lhe apenas o abraço. E eu cá em baixo perceberei que se abraçaram, porque deve cair-me uma lágrima pequenina do canto do olho. Como agora está a teimar em escorregar, ao pensar no abraço que gostava de dar à mamã Vanessa, e dizer-lhe...lá estou eu a querer dizer... Agora, não há nada a dizer. Só sentir. E para já chorar, Nonô. Só.

Hoje também faz meses que a minha sobrinha de coração Catarina foi ter com a minha Nô. É uma joaninha muito fofa, que tem uma outra mana joaninha que foi mais cedo. Por isso se te cruzares com uma festa, já sabes do que é! Junta-te a elas. Imagino que façam festas bem bonitas do outro lado... Um dia hei-de descobrir!

Espero que tenhas chegado bem. Daqui a pouco já vou à varanda para te procurar no céu. Twinkle, twinkle, little star!

Ana

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Cenas da vida de uma interna

- E já viu a sua sorte, Sr. M.? Tem aí uma jovem de 82 anos ao seu lado, sempre a dar-lhe miminhos. E a pele dela? Quem dera a muitas de 20...

-Pois, dra... Nunca lavou a cara com esses detergentes que andam por aí... Nem põe cá dessas camadas de betumes que as moças de hoje em dia usam!...

[Sorri, com a minha camada - fininha- de BB Cream...]

-...e depois ficam assim todas esticadinhas! Parece que nem podem falar!

Diz a senhora de repente:

-Ó homem, estás a confundir com as coisas das agulhas! Com as agulhas ficam esticadinhas, mas com o betume até ficam bonitas... Hmmmmm... uma vez usei um bocadinho de betume!

sábado, 16 de agosto de 2014

The Fault in Our Stars

"I cannot tell you how thankful I am for our little infinity. I wouldn't trade it for the world. You gave me a forever within the numbered days, and I'm grateful."


[PS: Sim, aderi à loucura literária dos adolescentes. Mas em modo filme, que não cheguei a ler o livro. Tantas frases que me falaram ao coração. Sim, sou lame, e depois? Kisssssssss]

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Querida Leonor #14

Não tenho escrito muito aqui. Não tenho escrito nada, na verdade... Mas hoje é dia 20. E por isso cá vai...

Faz hoje um ano. E as datas são duras. É duro recordar cada segundo do que correu mal em pormenor. E é duro pensar que o momento em que ouvi o teu choro muito baixinho e fez de mim mãe, me é tão difícil recordar, porque foi a primeira e última vez que o ouvi. E é cruel saber que esse momento, que é suposto ser dos mais bonitos na vida de uma mulher, também foi um marco do que "correu mal". Não era para teres nascido tão cedo, Nô. Não era para teres nascido tão pequenina. E às vezes ainda me é tão difícil aceitar que teve que ser assim...

Mas vinhamos de muitas semanas de sofrimento, de incerteza, de choros altos e choros abafados. Não sabíamos se ia ser possível conhecer-te. Mas foi. E não posso deixar de me sentir privilegiada.

Sabes o que custa mais? Nunca deixámos de acreditar que tudo ia correr bem. E idealizámos esse "correr bem" como ver-te crescer. E desde 2013, vi esta altura em 2014 como o período em que recordaríamos como tudo aconteceu, já contigo bem gordinha e grande ao colo. Idealizei que ias sorrir quando a mamã e o papá apagassem a vela do teu primeiro aninho por ti (porque ainda não ias saber soprar). Mas já ias saber fazer muitas coisas! Custa muito...chegar a este marco e não acontecer o que idealizámos.

Se calhar foi essa a maior lição que nos deste... Se calhar não devemos mesmo idealizar. Devemos estar preparados para receber as bênçãos e os pequenos milagres de todos os dias. Muitas teorias da Felicidade ensinam-nos a viver o AGORA, mas é tão difícil... Deste-nos um treino imenso nisso, Leonor. Vivemos realmente cada dia contigo ao máximo. E ficaram tantas recordações da tua curta vida na Terra, que às vezes me falta o fôlego.

Não aconteceu o que idealizámos. Mas também não idealizámos previamente o que realmente aconteceu. Nunca idealizei poder sentir tanta vontade de viver, de ser feliz, para te honrar. Nunca idealizei a beleza, a harmonia e as cores do mundo que me mostraste (e eu já estava cá no mundo há muito mais tempo do que tu!). Nunca idealizei as pessoas boas que conheci, re-conheci, e que me mostraram a força das palavras, dos abraços, dos silêncios e da compreensão. Nunca idealizei tantas coisas boas que me trouxeste... que só posso realmente aprender a receber o que vem ter comigo, de coração cheio e pleno. Trouxeste-me paz em relação a muitas coisas, trouxeste-me a relativização essencial para viver a minha vida, e trouxeste-me uma companhia importante e permanente: TU, no meu coração. Não mais me senti sozinha.

Só agora, nestes dias... Em que as borboletas brancas, o sol, as nuvens com desenhos de coração, os passarinhos a voar, as joaninhas, os caracóis, os sorrisos, as pegadas na areia, as flores, os arco-íris, não têm conseguido ultrapassar a minha vontade de mudar as tuas fraldas, dar-te leite e sopinhas, ficar louca de sono pelo teu choro, abraçar-te, beijar-te, ensinar-te o que sei.

Custa este dia 20, e custará o 26. E o 24... datas, as datas! Ajuda o sol a brilhar mais um pouco no meu coração, nestes dias.

Parabéns, princesa. Espero que haja uma festa grande desse lado. Um dia vou também assistir a uma dessas...


Sempre tua, sempre por ti, meu anjo,
Mamã Ana